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técnica de teste
etapa: staging
2 min de leitura

DAST

Ataca a aplicação em execução como um usuário mal-intencionado faria — sem ver o código.

OWASP ZAPBurp SuiteNuclei

O que é

(Dynamic Application Security Testing) testa a aplicação em execução, de fora para dentro, em caixa-preta: o scanner envia requisições maliciosas e observa as respostas, como um atacante faria — sem acesso ao código-fonte.

Por operar sobre o sistema real montado, o DAST valida o que o não vê: configuração de servidor, headers HTTP, autenticação, sessão e a interação entre componentes.

Como funciona

  • crawling — um spider mapeia endpoints, formulários e parâmetros da aplicação
  • fuzzing — cada entrada descoberta recebe payloads de ataque (, , path traversal, SSRF)
  • análise de resposta — o scanner verifica se o ataque refletiu, executou ou vazou informação
  • checagens passivas — headers ausentes, cookies sem flags, versões expostas

Um ataque na prática

O scanner achou um parâmetro id no crawler. Primeiro passo: o teste clássico de SQL injection — fechar a aspa e inserir uma condição sempre-verdadeira. O que o scanner envia:

requisição de testehttp
GET /users?id=1'%20OR%20'1'='1 HTTP/1.1
Host: loja.exemplo.com

O que denuncia a falha

A assinatura do SQLi está na resposta: em vez de um usuário, voltaram todos — a condição injetada virou parte da query. O scanner compara essa resposta com a baseline do parâmetro original e conclui: injetável.

resposta (200 OK)http
200 OK
[ {"id": 1, "nome": "Ana"}, {"id": 2, "nome": "Beto"},
  {"id": 3, "nome": "Caio"}, ... ]   <- todos os usuários

Quando não há eco: injeção cega

Nem sempre a resposta devolve os dados — engines modernos escondem o erro. Para esses casos, o scanner usa injeções cegas e infere pelo comportamento. Um atraso controlado é a evidência:

injeção cega baseada em tempohttp
GET /users?id=1'%20AND%20SLEEP(5)--  HTTP/1.1

com o payload:  resposta em 5,2 s
sem o payload:  resposta em 0,1 s
                  => o banco executou o SLEEP: injetável às cegas

Onde entra na pipeline

Depois do deploy em staging ou preview: a pipeline sobe o ambiente e aponta o scanner para ele, falhando em achados críticos. Scans agendados contra produção cobrem o que muda fora do ciclo de release.

Pontos fortes e limitações

  • forte: reporta o que é realmente explorável — baixíssimo falso positivo, porque só afirma o que provocou
  • forte: agnóstico de linguagem — testa HTTP, não código
  • fraco: só enxerga a superfície exposta; código sem rota acessível fica de fora
  • fraco: lento e tardio — encontra depois do deploy, quando corrigir já custa
DASTTeste dinâmico: ataca a aplicação rodando, de fora, em caixa-preta.ver no glossário →SASTAnálise estática: examina o código sem executar. Acha por análise de fluxo, não por adivinhação.ver no glossário →SQL injectionSQLiEntrada concatenada em uma string SQL é interpretada como parte da consulta. Consultas parametrizadas enviam os valores separadamente e eliminam o problema.ver no glossário →XSScross-site scriptingInjeção em uma página web: entrada não confiável é renderizada como HTML ou script no navegador de outro usuário. Faça escape na saída conforme o contexto e adicione uma Content-Security-Policy.ver no glossário →

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atualizado em 14/10/2026 · fontes para aprofundar · reportar erro

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