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prática
etapa: agir
2 min de leitura

Runbooks, resposta e hardening pós-incidente

O runbook faz a contenção acontecer em minutos, e o pós-incidente transforma o que doeu em uma defesa permanente, na aplicação e não só na borda.

PagerDutyCloudflare RulesTerraformCSP Evaluator

O que é

Runbooks são roteiros curtos e acionáveis para os incidentes mais prováveis: quem decide, o que checar, qual ação tomar e como desfazer. Bom runbook cabe em uma tela e funciona às três da manhã, para quem acabou de acordar.

O hardening pós-incidente é o outro lado: a borda contém, mas só a correção na aplicação e na configuração evita a repetição.

Escada de contenção com prazo

Em ataques volumétricos ou de abuso, a resposta escala em degraus, cada um com TTL, para que um erro de classificação não bloqueie ninguém para sempre. Começar por desafio (barato para o legítimo, caro para o robô) e só então bloquear.

runbook: credential stuffing no loginyaml
trigger: alerta login_failures_zscore > 4 por 3 minutos
owner: soc-l7 (plantão)
steps:
  - verificar: ASNs e fingerprints dominantes, contas tentadas (distintas vs repetidas)
  - conter:
      1: Managed Challenge nos ASNs ofensores        # TTL 30 min
      2: Block nos fingerprints confirmados           # TTL 4 h
      3: exigir MFA / reset forçado nas contas com sucesso suspeito
  - comunicar: canal #incidentes, atualização a cada 30 min
  - desfazer: remover regras se a taxa de falhas voltar ao baseline por 30 min
after: pós-mortem em até 5 dias úteis

Pós-mortem sem culpa

O objetivo é aprender, não achar culpado. Um bom pós-mortem registra a linha do tempo (quando começou, quando detectamos, quando contivemos), a causa, o que funcionou, o que atrapalhou e ações com dono e prazo. As métricas de detecção e contenção saem dele e alimentam o tuning.

Hardening na aplicação

Cada incidente aponta controles que não deveriam depender da borda. Três exemplos frequentes:

  • CSP com nonce: política de segurança de conteúdo que só executa scripts com um nonce gerado por requisição, reduzindo o impacto de .
  • estrito: origens permitidas explícitas, sem coringa em endpoints com credenciais.
  • Validação de schema no gateway: rejeitar corpos e parâmetros que não casam com a especificação da API, o aplicado perto da aplicação.

Exemplo: CSP com nonce

response headertext
Content-Security-Policy:
  default-src 'self';
  script-src 'self' 'nonce-{random-por-requisição}' 'strict-dynamic';
  object-src 'none';
  base-uri 'none';
  frame-ancestors 'none'

Exercícios

Runbook não testado é suposição. Exercícios de mesa (tabletop) e simulações com tráfego sintético revelam lacunas de permissão, de contato e de ferramenta antes do incidente real, e mantêm o time treinado.

XSScross-site scriptingInjeção em uma página web: entrada não confiável é renderizada como HTML ou script no navegador de outro usuário. Faça escape na saída conforme o contexto e adicione uma Content-Security-Policy.ver no glossário →CORScompartilhamento de recursos entre origensUm mecanismo do navegador que permite a um servidor dizer quais outras origens podem ler suas respostas. Uma origem curinga combinada com credenciais é uma má configuração.ver no glossário →Modelo positivoallowlistDefinir o que é válido para um endpoint (métodos, caminhos, formatos, tamanhos) e bloquear o resto. Mais preciso que assinaturas, mas exige conhecer a aplicação.ver no glossário →

conexões no mapa

atualizado em 14/10/2026 · fontes para aprofundar · reportar erro

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